De todos os direitos constitucionais nenhum é mais caro à cristandade do que o da Liberdade Religiosa, o direito de adorar e servir a Deus segundo os ditames da própria consciência sem qualquer coerção exterior.
A autêntica Liberdade Religiosa implica em independência em relação aos homens, sob o ponto de vista religioso, a fim de assegurar mais eficazmente a dependência, por livre escolha, em relação a Deus. Atos 4:19 “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”.
O homem recebeu de Deus a responsabilidade de manter aquilo que chamamos de dignidade humana. Assim, pois, ele deve esforçar-se por formar a sua consciência conforme aquilo que julga ser reto e justo. A verdadeira Liberdade Religiosa consiste na fidelidade para comigo mesmo.
A verdadeira Liberdade Religiosa espera que o Estado não tenha ingerências nas convicções religiosas de seus cidadãos. É verdade que em certos pontos coincidem-se os interesses e as responsabilidades, como nos casos dos bons costumes, educação, formação cívica, o respeito à vida, etc...em que Estado e Igreja podem e devem atuar livremente e em estreita e mútua cooperação em favor do bem-estar e crescimento dos cidadãos.
A liberdade que desejo, a fim de que livremente eu possa seguir aos ditames de minha consciência, devo também concedê-la aos outros. Essa mesma liberdade implica no respeito pela transcendência, pelo caráter absoluto e pela soberania de Deus.
O Estado cuida do bem-estar do cidadão, de sua saúde, de sua educação, de sua segurança, enfim, de todas as coisas temporais. Enquanto, que a Igreja, que forma um “reino” à parte, cuida dos interesses espirituais e eternos das pessoas.
A liberdade religiosa consiste na livre escolha pelo individuo da sua religião. No entanto, ela não se esgota na fé ou crença. Ela demanda uma prática religiosa ou culto como um dos seus elementos fundamentais.
Desde 1901, o Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa (APLR) tem representado a Igreja Adventista do Sétimo Dia junto aos governos, organismos religiosos e organizações internacionais. Ao apoiar, proteger e defender a liberdade religiosa e os direitos humanos para todas as pessoas e em todas as partes, o APLR fala em nome da Igreja sobre assuntos públicos e partilha os valores adventistas de liberdade de culto e crença.
Em acréscimo à sua função na Associação Geral, o APLR mantém escritório no Capitol Hill para a função de representação no Congresso dos EUA e também com porta-voz nas Nações Unidas, na Cidade de Nova Iorque. Ao conduzir congressos, conferências e outros eventos mundiais para promover a liberdade religiosa, o diálogo entre as religiões e os direitos humanos, o APLR ajuda a desenvolver a compreensão fundamental entre os oficiais do governo e os líderes religiosos de todos os segmentos.
O APLR também patrocina, em nome da Igreja, a Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA – sigla em inglês), uma organização não sectária dedicada à causa da liberdade religiosa. Os líderes adventistas do sétimo dia foram os primeiros a organizarem essa associação que serve como guarda-chuva para muitas afiliadas da liberdade religiosa regionais ou nacionais ao redor do mundo.
Essas conexões envolvem católicos, judeus, muçulmanos, budistas, batistas, mórmons e muitas outras confissões religiosas, que trabalham em conjunto para a liberdade religiosa de todos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia está comprometida com o principal significado da liberdade religiosa: As diferenças entre as religiões, no mundo inteiro, devem ser respeitadas.
O que escolhemos crer e como escolhemos prestar culto deveria estar de acordo com as normas de nossa consciência. A IRLA segue defendendo o direito de liberdade religiosa ao redor do mundo ao ajudar todas as religiões a encontrarem uma base comum. Ver o Web site dos Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa.
www.irla.org